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Em busca da autoestima, aceitação e amor próprio

Quem me conhece, sabe que eu não sou o tipo de pessoa que se enquadra nesse ou naquele padrão. Sempre fui aquela, que aparentemente fugia para o lado oposto. Mas no fundo, eu era só mais uma que tentava se encaixar, se escondendo atrás de uma personalidade meio louca.

Vivemos numa sociedade, que insiste em ditar constantemente quem deve ou não ser considerado esteticamente atraente ou intelectualmente notável. E quando se trata de valorizar ou discriminar pessoas, a coisa é ainda mais complexa, porque querendo ou não, mexe diretamente com a nossa autoestima.

Eu nunca fui considerada uma pessoa bonita (prognatismo de classe III, dentes acavalados, cabelo crespo de leãozinho, magrela e com os hormônios um pouco atrasados), já recebi muitos comentários agressivos e ofensivos acerca da minha aparência. Falar disso para vocês, assim tão abertamente, não é uma coisa fácil. Até pouco tempo, eu não sabia lidar com a minha baixa autoestima, e passei boa parte da minha vida olhando no espelho sem gostar do que via.

Meus relacionamentos passados, também fizeram eu me sentir tão péssima, a ponto de quase perder o pouco de autoestima que ainda tinha. (Em um outro post, falarei com vocês sobre relacionamentos abusivos.)

Mas, será que é impossível sair de uma situação assim? O que fazer para recuperar a autoestima e se amar como realmente é?

O processo de aceitação do meu cabelo natural e minha transição capilar, me ajudaram muito a descobrir e aceitar quem e como eu sou. Pode parecer exagero, mas só quem passou ou está passando por isso, sabe o quanto é importante entender e valorizar nossa identidade.

Mas isso só, não basta. Antes, precisamos desconstruir alguns padrões que insistem em nos dizer como devemos ser.

  • Em primeiro lugar, esqueça tudo o que você já presenciou, leu ou ouviu acerca das suas qualidades. Comece a reavaliar e a ver as coisas com seus próprios olhos. Acumule experiências e vivências, e faça delas, o ponto inicial para construir seus conceitos.
  • Seja você mesmo e jamais queira mudar para ser como os outros esperam que você seja. Deixe florescer toda a individualidade que existe em você e acrescente um pouco de personalidade e autenticidade em tudo que fizer.
  • Busque inspirações, mas jamais construa-se a partir de outras pessoas. Reafirme sua identidade, ame suas raízes.
  • Empodere-se a ponto de se tornar uma fortaleza impermeável. Jamais deixe que as críticas ofensivas te desestruture.
  • Pratique o amor próprio e exercite sua autoestima. Ame-se, mesmo que um pouquinho mais a cada dia. Quando menos esperar, terá tanto amor, que vai sentir-se apaixonado por si mesmo.
  • FUJA DO PADRÃO! Experimente coisas novas, não se importe em ser diferente. Reinvente-se, redescubra-se.

Eu sei que a princípio, parece um papo muito teórico e impossível de colocar em prática. Mas se todos os dias, você pensar em um passo de cada vez, vai ver que não é tão difícil assim.

Eu ainda estou aprendendo. As vezes, me pego na frente do espelho, resmungando por conta do meu queixo tortinho, ou do meu sorriso assimétrico. Mas se tem uma coisa que aprendi, é que eu fui criada à imagem e semelhança de Deus, e que se Ele me ama tanto, mesmo sabendo de todas essas imperfeições, eu também preciso me amar.

Talvez você não concorde com a teoria do criacionismo, ou não acredita nesse mesmo Deus que eu. Mas mesmo assim, você tem um milhão de motivos para parar e pensar no quanto é importante se amar. Afinal, parte do que você é, a forma como você lida com as pessoas e com as coisas da vida, depende de como você se vê.

Você é perfeito, exatamente como você é. Só precisa acreditar nisso.

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Fonte imagem: KD Imagens

 

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Ster Nascimento, 22 anos. Gosto do meu cabelo cacheado, do meu descontrole sem pé nem cabeça, do meu 8 ou 80 e da minha zarreza perceptível. As vezes sou um amor de pessoa.

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