Fala Miga!

Sarah Nascimento – Fala Miga!

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Olá, gente bonita!!! Eu sou Sarah, amiga da Ster, e hoje eu vim contar um pouco sobre como foi o meu período de transição capilar.

Um resumo sobre as dores e delícias de quem decide se libertar dos padrões e ser quem é.

Pelo que eu me lembre nunca fui muito fã do meu cabelo durante toda a infância e pré-adolescência, mas isso não veio de casa. Minha família sempre me incentivou a soltar os cachos, minha mãe sempre fazia penteados e sempre elogiavam meu cabelo dentro da família.

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Mas quando eu fiz uns 6 anos, comecei a perceber comentários na sala de aula e na casa das minhas amiguinhas de escola, até mesmo dos pais ou responsáveis delas.

Eram comentários como “Sarinha, vem cá. Deixa a tia prender o seu cabelo. Tá muito cheio. ” ou “Sarinha hoje tá parecendo a Maria Betânia.” e todos riam.

Confesso que nem fazia ideia de como Maria Betânia se parecia, mas pelo tom de voz eu sabia que passava longe de ser um elogio.

Nessa fase eu comecei a insistir muito para minha mãe permitir que eu alisasse o cabelo, mas ainda era nova e além da minha mãe discordar da ideia, ela não sentia confiança nos produtos que eram permitidos para a minha idade, mas permitia que eu escovasse e pranchasse vez ou outra. Isso não diminuiu minha vontade de alisar, porque o volume ainda continuava ali.

Comecei a insistir mais porque eu só andava com o cabelo preso em um rabo de cavalo e ATOLADO em creme e me sentia a mais feia da turma.

Em 2010 minha mãe deixou que eu fizesse uma escova regressiva, OPS!, escova progressiva, e continuei fazendo esse tipo de química até o dia 28 de setembro de 2013.

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Naquele dia saí do salão com um cheiro super enjoado do produto na cabeça, isso sempre me dava dor de cabeça e incomodava, sem falar nas caspas que ficam depois da aplicação do produto. Cheguei em casa, refleti, percebi que não era obrigada a suportar aquilo por conta do que os outros acham. Não estava me deixando feliz e eu precisava me libertar disso.

Meu cabelo não chegou a ter corte químico ou ficar mais ralo como o de algumas pessoas que conheço, mas para mim era uma limitação muito grande não poder tomar banho de chuva ou piscina ou mar quando desse vontade porque quando saísse dali precisaria ir para casa antes que o cabelo secasse e ficasse sem forma.

Era um saco sempre que lavar o cabelo ter que gastar tempo, suar litros, cansar braço escovando e pranchando o cabelo.

Como sou cristã, comecei a entender isso como uma escravidão porque estava me aprisionando e me deixando triste com quem eu era, e aqui para nós, Jesus não me libertou para eu me tornar escrava da vaidade, né?

Precisava entender que minha cor de pele, formato dos olhos, tipo de cabelo e até o que considero feio em mim, ele acha LINDO!

Foi aí que comecei a pesquisar sobre como voltar a ter cabelo cacheado e descobri o termo Transição Capilar. Pesquisando mais a fundo, conheci o grupo Cacheadas em Transição do facebook que me ajudou MUITO, e através do grupo conheci a Rayza Nicácio, o Cacheia, a Dani Azevedo e várias blogueiras e Youtubers que com os vídeos e posts me incentivaram e me ajudaram a não desistir de mim.

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Durante 8 meses fiquei fazendo coquinhos e montei um cronograma capilar que se adequasse a minha rotina e a necessidade do meu cabelo em transição.

De dois em dois meses eu ia no salão e tirava uns dedinhos de cabelo, mas o BC aconteceu quando eu já não me sentia bem com o cabelo em duas texturas, já me achava feia e precisava cortar. Meu pensamento foi “Mais feia e triste que tô não fico”, então comecei a cortar em casa, num surto de coragem. Hahaha

Minha mãe chegou na hora e levou um susto, não deixou eu terminar de cortar sozinha, e no outro dia, ela me levou em um salão onde fiz meu big chop.

Não imaginava quão grande era a sensação de liberdade até passar pelo corte, eu transbordava felicidade – transbordo até hoje.

Já tenho um ano e 10 meses de big chop e meu cabelo estaria maior, mas já cortei ele umas 7 vezes após o corte, duas vezes tirei 5 dedinhos.

Quero deixar crescer, mas amo o meu cabelo nesse comprimento e sei que quando eu deixar crescer não terei coragem pra voltar ao curtinho novamente, então tô fazendo morada nessa fase até estar pronta para outra!

O BC foi o primeiro passo para a minha total libertação, deixar de se importar com a opinião dos outros foi a minha maior herança dessa fase. Não há nada melhor do que essa liberdade de ser quem você é.

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Com essa nova mudança acabei influenciando minha prima de 10 anos que também fez o BC.

No início foi difícil, sempre teve pessoas chegando para perguntar se eu estava sem dinheiro para dar progressiva, dizendo que é impossível voltar aos cachos depois de alisados ou dizendo que eu não ia conseguir. Sempre rola aqueles comentários também de “você estava mais bonita com ele liso”, “você vai alisar de novo”.

Se você está passando pela transição, meu conselho é: ignore esses comentários. Se a raiz alta está te incomodando procure formas de disfarçar, esqueça aquela historinha de que mulher com cabelo curto não é feminina, abuse dos turbantes e acessórios, e seja feliz. Não deixe que te influenciem. Você saberá a hora de fazer o seu Big Chop.

 

Fiquem com Deus e não desistam! Torço por vocês.

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Gente, a Sarah tem um blog muito lindo chamado S de Sarah. Conheçam aqui.

Quer contar a sua história? Mande um email paracontato@desventurasdeumacacheada.com.br, contando como foi passar pela transição capilar, junto com 3 fotos do antes e depois (com boa resolução e sem edição).

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4 Comentários

  • Resposta Sarah Nascimento 21 de Abril de 2016 at 19:49

    Obrigada por publicar minha história, Ster!!! <3
    Espero que muitas meninas consigam absorver um pouquinho de ânimo, coragem e força através da minha história!

    Beijoooos <3

    • Resposta Ster Nascimento 22 de Abril de 2016 at 10:52

      Oii Sarah, com certeza vão sim! Muito obrigada por participar! 🙂

      • Resposta Tali 18 de Maio de 2016 at 18:17

        Menina, essa de “Mais feia e triste que tô não fico” tá acontecendo aqui! hahaha história inspiradora!

        • Resposta Ster Nascimento 19 de Maio de 2016 at 15:24

          Siiim, é bom quando a gente encontra alguém que passou pelas mesmas situações que a gente! <3

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