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Mãe de cachorro – A saga de um filhote

Já faz tempo que eu não faço um post pessoal aqui no blog, mas hoje me bateu uma vontade imensa de falar um pouco sobre a loucura que tem sido aprender a cuidar do meu filhote. Mas o que isso tem haver com o blog, Ster? Tudo! Porque eu quero falar, e ponto! u.u

Eu sou mãe de dois pets, o Mick, que ficou na Bahia sob os cuidados da minha família, e agora, o Robit, que está com a gente a quase 5 meses. Eu tinha muito receio de adotar um cachorrinho aqui em SC. Primeiro porque moramos em um apartamento super pequeno e porque me sinto culpada de ter deixado o Mick.

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Mick, 4 anos

Depois do Flavio insistir muuuuuuuuito, resolvi aceitar mais um animalzinho no meu coração. A primeira coisa que deixei bem claro, é que não sou muito a favor da compra de animais. Teríamos que adota-lo, independente da raça.

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Robbit, 5 meses

A adoção

Adotar um cão vira-lata não é difícil. Nas casas de adoção e grupos de doação de animais, chove cãozinhos loucos para ganhar um lar. O problema maior, foi o espaço. Nem toda raça consegue se adaptar à vida no AP ou à correria do dia a dia.

Enquanto eu estava na Bahia, o Flavio se encarregou de procurar o Robit. Era o único macho de 5 pequenas e peludas fêmeas. Ele era muito diferente das irmanzinhas e isso chamou a nossa atenção. Foi amor a primeira vista. Mesmo com todo receio, e sabendo que minha vida viraria de cabeça para baixo, fiquei empolgada e super ansiosa para conhece-lo.

Robbit

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Todo mundo fica curioso sobre o nome dele. É uma piada interna. Queríamos chama-lo de Coelho (Rabbit), em homenagem à minha irmã, mas para não ficar muito óbvio, colocamos Robbit. Também faz referência a Hobbit, do filme O Hobbit. Enfim, coisa de gente doida!

Cuidados e adaptação

Os primeiros dias são sempre difíceis. Não conseguimos dormir (eles choram bastante), ficamos preocupados com a adaptação… Mas são criaturas tão minúsculas e fofas, que só sentimos vontade de protege-los.

É importante levar ao veterinário, manter as vacinas em dias e vermifugar. Esses são cuidados básicos que temos que ter. Mas a pior parte pra mim, foi conseguir adaptar a minha vida à do Robbit. Em pouco tempo, descobrimos que ele não se acostumaria a morar dentro do apartamento.

Além de ser hiperativo e agitado, ele fica muito estressado com o pouco espaço que tem. Principalmente nos primeiros meses, quando não podia sair de casa (pois não tinha tomado todas as vacinas).

A Saga

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Ao longo desses meses, aprendi da pior forma possível, algumas coisas sobre cachorros (principalmente se criados em apartamentos):

  • Não importa o quanto você o veja como “filho”, você precisa deixar bem claro, que apesar de fazer parte da família ele não é humano. (Acredite, eles se acham mais humanos que nós).
  • Impor limites desde cedo é muito importante. Do contrário, algumas cicatrizes e falta de controle serão o mínimo que terão que enfrentar.
  • Você tem um sofá em casa? Sério, ele não será mais seu!
  • Não deixe nada, absolutamente nada ao alcance dele. Tudo que ele puder pegar, ele vai destruir!
  • Por mais estressante, louco, destruidor, agitado e teimoso que ele seja, você ainda irá ama-lo imensamente.

Tem sido desesperador me acostumar com toda a bagunça que um filhote traz. Principalmente porque não tenho muito tempo disponível. Confesso que já cogitamos doa-lo, mas não consigo imaginar ele em nenhum outro lar. E se não o alimentarem direito? E se o maltratarem? Ele sentirá a minha falta?

Eu  tenho muito o que aprender, mas o Robbit tem sido um amigo e tanto. Ele me ouve mais que o Flávio! Haha

E se você está pensando em adotar um bichinho, avalie com carinho as possibilidades. Tem muitos animaizinhos sofrendo sem um lar. Eles não precisam de muito, não exigem luxo, não se importam com aparências. E mesmo que você seja tão desnaturada quanto eu, e não saiba muito o que fazer, ainda assim ele irá te amar. Procure uma casa de adoção aí na sua cidade e faça um bichinho feliz! 🙂

Ster Nascimento

Ster Nascimento, 22 anos. Gosto do meu cabelo cacheado, do meu descontrole sem pé nem cabeça, do meu 8 ou 80 e da minha zarreza perceptível. As vezes sou um amor de pessoa.

2Comments
  1. Priscila

    7 de maio de 2016 22:35

    Sou completamente apaixonada por esses bichinhos lindos. Nos perturbam, nos tiram do serio, mas eu amo demais. Não vivo sem eles. <3

    • Ster Nascimento

      12 de maio de 2016 16:24

      Siiiiim, são muito amoor! <3

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