A beleza está nos olhos de quem vê – Sobre padrões de beleza

A beleza está nos olhos de quem vê – Sobre padrões de beleza

O Vai vendo de hoje, trouxe um texto belíssimo e necessário que o  Rafael Sisant escreveu para o Desventuras. De vez em quando ele vai aparecer por aqui, pra contribuir com mais conteúdos belíssimos como esse.

Qual é o seu conceito de beleza? Ainda estamos vendo o belo pelo ângulo dos padrões estéticos Nórdicos? Para você, o fenótipo que expressa a beleza ainda é o Europeu? O conceito de beleza ainda é o Grego?

Respondendo a todos esses questionamentos, a beleza está nos olhos de quem a vê!

Esse ditado é um resumo de tudo o que deveríamos ter certeza na vida, quando o negócio se trata de beleza, estética e padrões socialmente impostos a nós, temos que lidar com o fato da diversidade cultural, religiosa e social que compõe a história da nossa gente.

Diariamente, somos bombardeados, por milhões e milhões de conceitos estéticos, por todas as fontes midiáticas, redes sociais, no grupo da escola, faculdade e no trabalho.

Bonita é a Giselle Bundchen, a Alessanda Ambrósio, lindo é o Bruno Gagliasso, Rodrigo Hilbert e o Hugh Jackman. Mas porque eles são considerados lindos?

Existe aí, uma minoria seleciona, avalia e decide quem tem um perfil próximo aos conceitos que eles ditam como são as características de uma pessoa bonita. E não é só isso, aprendemos desde pequenos qual é a “melhor maneira” de nos comportarmos e de nos apresentar para o mundo, como devemos nos vestir, como deve ser o corte do NOSSO cabelo, como deve ser a maquiagem correta no NOSSO rosto.

Para que tenhamos noção se estamos seguindo ou não o que é dito pelos “cuidadores da estética, moda e beleza”, diariamente somos bombardeados por imagens, fotografias, comerciais de TV e vídeos com as “referências” corretas a se seguir, as “receitas” apropriada para se estar belo.

O problema não está na receita e sim no resultado comum que quem faz a receita deseja obter para um coletivo composto de membros diversos. A diversidade cultura, religiosa e estética é inerente a população brasileira então o que funciona no rosto, no cabelo de um não significa com funcionará no rosto, cabelo e corpo do outro, penso assim.

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Coleção Barbie fashionistas (Foto reprodução)

Além disso, as questões genéticas e fenotípicas que diferenciam o “João” de “Eduardo” são responsáveis pela riqueza estética da nossa população brasileira e nos permitem sermos únicos e nos destacarmos diante da multidão.

Mas quem constrói os padrões de beleza não se importam muito com a diversidade, afinal de contas para padronizar um grupo diverso de pessoas é necessário ocultar as suas diferenças.

Com esse tipo de pensamento, o que se deseja é o enaltecimento de um tipo de rosto, corpo e cabelo em detrimento do restante. Esses padrões se apropriam de um tipo de beleza de um grupo social, cultura ou país e dita como o correto para o restante. E quem não se encaixa, o que fazer?

Bom, quando a gente compara a imagem (expectativa) com o que vemos no espelho (realidade), percebemos que a gente não se encaixa no que é dito como belo pela grande maioria e isso mexe com nossa autoestima, nos deprime e nos inferioriza, certo?

Seria correto, se você fosse bobinho(a) de acreditar que a beleza é o que alguém que você nunca viu na vida diz que é.

Mas, quem não se encaixa no padrão de beleza está automaticamente a margem da sociedade. E está dito!

Será mesmo que está dito? Pense melhor e passe a se olhar no espelho com outros olhos. Você é belo do seu jeito. Sua genética não lhe proporcionou defeitos, pelo contrário, lhe proporcionou a possibilidade de ser diferente, de se destacar e isso não o faz menos bonito ou mais feio que Maria ou Joana.

Aceite-se do jeito que você é e aos poucos as pessoas ao seu redor te aceitarão também, se imponha nos momentos necessários e jamais abaixe a cabeça e deixe a peteca cair.

O rosto e o corpo belo é aquele que tem alguém feliz e bom dentro. Pense nisso!

Por Rafael Sizant

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Ster Nascimento

Ster Nascimento, 22 anos. Gosto do meu cabelo cacheado, do meu descontrole sem pé nem cabeça, do meu 8 ou 80 e da minha zarreza perceptível. As vezes sou um amor de pessoa.

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